Eixo 1
Liberdade religiosa e combate ao racismo religioso
Ataques a terreiros não são caso isolado nem briga de vizinho. São violência com endereço, com padrão e com omissão do Estado. Enquanto o povo de santo for atacado, não existe democracia plena.
O que já é caminhada
- Acolhimento e articulação de rede jurídica para terreiros atacados na Zona Oeste.
- Formação de lideranças de axé sobre direitos, denúncia e proteção.
- Mobilização pública contra a naturalização do racismo religioso.
O que Mãe Manu vai defender no Congresso
- Fortalecimento da tipificação e da apuração de crimes de intolerância religiosa, com dados públicos e desagregados.
- Política nacional de proteção a terreiros e casas tradicionais, com canal de denúncia e resposta rápida.
- Reconhecimento dos terreiros como patrimônio cultural e como equipamentos comunitários de cuidado.
- Fiscalização do orçamento e das políticas de promoção da igualdade racial e liberdade de crença.
Eixo 2
Mulheres que sustentam a vida: política de cuidado
O cuidado sustenta o país e não aparece em nenhuma planilha. São mães solo, cuidadoras, avós, mulheres de terreiro e trabalhadoras que garantem que tudo funcione — sem rede, sem creche e sem descanso.
O que já é caminhada
- Rede de apoio a mulheres em situação de violência, com escuta e encaminhamento.
- Ações de acolhimento a mães solo e famílias em vulnerabilidade no território.
- Rodas de conversa com mulheres sobre direitos, saúde e autonomia.
O que Mãe Manu vai defender no Congresso
- Avanço da Política Nacional de Cuidados, com financiamento e prioridade para as periferias.
- Ampliação de creches públicas e de horário estendido, com foco em territórios sem oferta.
- Reconhecimento e proteção do trabalho de cuidadoras e trabalhadoras domésticas.
- Orçamento efetivo para a rede de enfrentamento à violência contra a mulher, com fiscalização.
- Enfrentamento à violência política de gênero e raça contra mulheres candidatas e eleitas.
Eixo 3
Zona Oeste no centro: território, direitos e futuro
A Zona Oeste concentra população, trabalho, cultura e fé — e segue tratada como margem nas decisões que importam. Território não é cenário de campanha: é o assunto.
O que já é caminhada
- Escuta territorial permanente em bairros da Zona Oeste, com registro das demandas reais.
- Apoio a coletivos culturais, projetos sociais e juventudes periféricas.
- Articulação com lideranças comunitárias, religiosas e de mulheres.
O que Mãe Manu vai defender no Congresso
- Emendas e orçamento federal direcionados a saúde, educação e cultura na Zona Oeste.
- Investimento em mobilidade urbana e transporte público digno para quem mora longe.
- Saneamento, moradia e infraestrutura em territórios historicamente ignorados.
- Políticas de segurança que protejam a população periférica em vez de tratá-la como suspeita.
- Fomento à cultura popular, ao carnaval, às religiões de matriz africana e à juventude periférica.